Psicóloga para compulsão alimentar, online e em Curitiba
Compulsão alimentar é comer muito em pouco tempo, com a sensação de perder o controle. Depois costumam vir culpa e vergonha. Na Leme, o acompanhamento psicológico olha para o que acontece em volta da comida, online ou no centro de Curitiba.
Heloise Frezati, Psicóloga, CRP 08/46018 · Atualizado em
O que é compulsão alimentar?
O termo aparece de dois jeitos. No dia a dia, descreve episódios em que comer foge do controle.
Na clínica, o transtorno de compulsão alimentar é um diagnóstico descrito no DSM-5-TR. Ele tem critérios de frequência, de duração e de sofrimento.
Só uma avaliação individual define se é o caso. Esta página informa e não faz diagnóstico.
Compulsão é falta de força de vontade?
Essa é a explicação mais comum e a menos útil.
Pesquisas sobre restrição alimentar descrevem um ciclo conhecido. A regra rígida tende a romper, e o rompimento traz culpa. A culpa costuma gerar uma regra nova, mais rígida que a anterior.
Olhar para esse ciclo tira o foco da culpa. E coloca a atenção no que mantém o padrão.
O que costuma aparecer junto
- Sensação de perder o controle diante da comida
- Culpa e vergonha depois de comer
- Dietas que começam na segunda e terminam no meio da semana
- Comer para dar conta de cansaço, tédio ou tristeza
- Comida e corpo ocupando boa parte dos pensamentos do dia
Essas experiências podem aparecer juntas quando comer vira sofrimento. Ter uma ou várias delas não define um diagnóstico.
Como a psicologia trabalha a compulsão alimentar?
Dieta e cardápio ficam com a nutricionista. O acompanhamento psicológico trabalha a relação com a comida e com o corpo.
- Nomear o que acontece antes, durante e depois de um episódio
- Diferenciar fome física de fome emocional
- Reduzir a culpa que alimenta o próximo ciclo
- Construir hábitos a partir do que faz sentido para você
- Rever a régua que mede o seu corpo e entender de onde ela veio
A base é a Abordagem Centrada na Pessoa, de Carl Rogers. O processo acontece no seu ritmo, com espaço para discordar e revisar o que foi combinado.
Como funciona o acompanhamento na Leme?
O cuidado acontece em um ciclo de 12 sessões, ao longo de cerca de 22 semanas. As sessões começam semanais, passam a quinzenais e terminam mensais.
Antes de começar, há uma conversa inicial de até 30 minutos. Ela serve para explicar o ciclo e entender se ele é o cuidado adequado para o seu momento.
Quando o cuidado precisa ser outro
Alguns quadros pedem cuidado especializado ou intensivo. Se isso aparecer na conversa inicial ou ao longo do ciclo, você é orientada e encaminhada a um serviço adequado.
Se você está em sofrimento intenso ou pensando em se machucar, ligue para o CVV no 188. A ligação é gratuita e o atendimento funciona 24 horas.
Em emergência, ligue para o SAMU no 192 ou procure um pronto atendimento.
Perguntas frequentes
Compulsão alimentar tem tratamento?
Sim. Diretrizes clínicas descrevem tratamentos para o transtorno de compulsão alimentar, e a psicoterapia está entre eles. O plano adequado depende de avaliação individual e, muitas vezes, de uma equipe com médico e nutricionista.
Preciso ter diagnóstico para começar?
Não. Você pode procurar acompanhamento a partir do que sente. A conversa inicial ajuda a entender se o ciclo é o cuidado adequado ou se outro serviço faz mais sentido.
O acompanhamento tem meta de peso?
Não. Peso e medidas não são metas do processo. O acompanhamento trabalha a relação com a comida e com o corpo. Decisões sobre emagrecimento ficam com você e com a sua equipe de saúde.
A psicóloga passa dieta?
Não. Alimentação, treino e medicação são responsabilidade de nutricionista, educador físico e médico. Com a sua autorização, a Leme conversa com esses profissionais.
O atendimento é online?
Sim. O atendimento é online para todo o Brasil e presencial no centro de Curitiba, na R. André de Barros, 226.
Quando fizer sentido, a conversa começa por aqui.
Online para todo o Brasil · Presencial no centro de Curitiba
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Fontes
- American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Text Revision (DSM-5-TR). Washington, DC: APA, 2022. doi:10.1176/appi.books.9780890425787
- Herman, C. P.; Mack, D. Restrained and unrestrained eating. Journal of Personality, 43(4), 647-660, 1975. doi:10.1111/j.1467-6494.1975.tb00727.x
- Polivy, J.; Herman, C. P. Dieting and binging: a causal analysis. American Psychologist, 40(2), 193-201, 1985. doi:10.1037/0003-066X.40.2.193
- National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Eating disorders: recognition and treatment (NG69). Londres: NICE, 2017. nice.org.uk/guidance/ng69
- Rogers, C. R. The necessary and sufficient conditions of therapeutic personality change. Journal of Consulting Psychology, 21(2), 95-103, 1957. doi:10.1037/h0045357
Escrito por Heloise Frezati, Psicóloga, CRP 08/46018. Atualizado em .